O MAGALHÃES
- Paulo César Gonçalves
- 18 de out. de 2020
- 1 min de leitura
Das muitas histórias contadas pelo Zé Maria, algumas de levar às lágrimas (como a da 'invasão' aos aposentos das freiras, em período Nicolino), há uma verdadeiramente significativa daquilo que Ele era (e de como encarava a vida):
Na noite em que, nas Danças de São Nicolau, se despediu do papel de Dom Afonso Henriques (6 de Dezembro de 1997),depois de o ter interpretado desde 1972, o Zé Maria dirigia-se, de carro, para o local no qual iria cear com o resto do pessoal.
Foi mandado parar pela polícia. Acontece que ainda ia vestido à maneira do Primeiro Rei de Portugal.
Ele lá baixou o vidro da janela do condutor, sorriu para o agente, atirando-lhe com o seguinte:
- Ó sr. Agente, não se preocupe, eu só vou ali, mas depois volto para o pedestal (referindo-se ao da estátua que se encontra na Colina Sagrada).
Isto foi contado no antigo Virabar, com outro enormíssimo Nicolino, que já conhecia a história, ao lado: o Xico (do Jesualdo). Que privilégio. É a (sor)rir que me quero lembrar dele(s). Merecia tanto uma despedida bonita. NOTA: Ilustração da Raquel Costa para o José Maria Magalhães, presente em Manual (para um pequeno) Nicolino.

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